domingo, 22 de agosto de 2010

Dez passos para malhar melhor

Dez passos para malhar melhor

O mês de julho para muita gente representa férias, mas para quem não viaja é tentar colocar em prática aquela promessa do início do ano de cuidar da saúde se matriculando numa academia. Eis a questão. Vem logo a tentação de tirar o atraso querendo ganhar a forma em pouco tempo perdida em anos de sedentarismo.

Muita calma nessa hora. Invariavelmente as pessoas querem emagrecer, ganhar um pouco de massa muscular e melhorar a flexibilidade e para isso recebem um programa mínimo contendo uma parte aeróbia alguns exercícios de musculação e um pouco de alongamento. Valem algumas recomendações para que o sonho de ganhar qualidade de vida freqüentando academia não se transforme em pesadelo freqüentando consultório médico e fisioterapia por causa de lesões adquiridas principalmente na musculação mal feita. Sabe-se hoje que essa atividade é uma das mais seguras indicadas para todas as idades e sexo desde que bem orientada.

1) Situação atual – Antes de tudo é preciso fazer uma avaliação médica e depois, se liberado (a) pelo médico de confiança deve-se fazer avaliação funcional na academia para saber do seu peso total qual percentual é de gordura e qual é de massa muscular além de alguns testes físicos que avaliam a condição aeróbia, força nos diversos grupamentos musculares e a flexibilidade geral.

2) Cuidado com as receitas de bolo – Em qualquer academia, umas mais e em outras menos, sempre tem aqueles “sabichões que se acham” e vivem a dar palpites na sua série quase sempre e tom de menosprezo. São uns chatos. Quem sabe o que é melhor para você é o professor e qualquer dúvida deve ser tirada com e tão somente com ele.

3) Princípio meio e fim – Toda rotina de treinamento tem aquecimento, atividade principal e desaquecimento. Não despreze nenhuma delas. Quem faz apenas musculação o aquecimento pode ser feito com uma série extra de 15 a 20 repetições com carga bem leve de todos os exercícios previstos antecedendo a série principal e o desaquecimento com alongamentos simples que não forcem a musculatura trabalhada. Há quem prefira aquecer 10 minutos na esteira.

4) Execução certa para o exercício certo – A musculação tem muitos detalhes e um deles é a execução correta dos exercícios. O erro mais comum é não usar a amplitude total do movimento encurtando cada vez mais o músculo trabalhado. O uso da amplitude total pode evitar lesões além de manter a flexibilidade muscular. Na dúvida sempre pergunte ao professor como executar cada movimento.

5) Ordem dos exercícios – A musculação não é uma salada de exercícios a executar aleatoriamente. O mais comum é trabalhar primeiro os grandes grupos musculares e depois os menores. Isso porque os grandes de alguma forma sofrem influência dos músculos menores facilitando o seu desenvolvimento ao mesmo tempo em que os menores, como a participação é apenas secundária, acabam por ficar aquecidos e prontos para quando chegar a vez deles. Nada impede que essa ordem seja invertida que faz parte de métodos mais avançados, mas deve haver uma boa justificativa negociada com o professor porque não são indicados a principiantes.

6) Combustível certo para o treino certo – Tenha preocupação com a alimentação adequada para o seu objetivo. Se estiver “malhando” para emagrecer o balaço calórico deve ser negativo. Ou seja, ingerir menos calorias e gastar mais. Se for hipertrofiar a ingestão de calorias deve ser maior respeitando as proporções de proteínas, gorduras e carboidratos. Os melhores resultados são com a parceria entre nutricionista e profissional de Educação Física.

7) Treino é individual – Você fez avaliação, testes físicos e o professor prescreve os exercícios mais adequados ao seu objetivo com séries, cargas, intervalos e método. Eles foram feitos para você e não dá para mudar sem perguntar. Siga a planilha corretamente, se sentir qualquer dificuldade com algum exercício, achar que a carga está leve ou sente falta de mais exercícios não invente. Chame o professor.

8) Descanso também é treino – Tanto os intervalos entre as séries como o descanso entre um treino e outro devem ser rigorosamente respeitados. Treinar demais é tão ruim quanto treinar pouco. A diferença é que demais gera lesão e pouco não se tem resultado.

9) Compromisso – Você sonhou, planejou e se sacrificou. Agora se comprometa com seu objetivo. Não pare!

10) Com-pro-me-ti-men-to - Se desistir é porque não tem.

Para Refletir: É sempre melhor se arrepender de ter feito do que não ter feito. Pelo menos a gente sabe se valeu ou não à pena. Quem não tenta, não faz, não aprende e não realiza nada.

Sobre a Ética: Perguntar aos outros sobre suas atitude é bom. Ficar escravo da opinião dos outros é que não é bom.

Hipertensão, diabetes, fatores desencadeadores e Atividades Físicas

Hipertensão, diabetes, fatores desencadeadores e Atividades Físicas

A associação de diabetes com hipertensão arterial é relativamente freqüente, pois são doenças inter-relacionadas que, se não tratadas, aumentam o risco de enfarte, AVC e complicações nos membros inferiores.

A hipertensão é duas vezes mais comum em diabéticos e aumenta com a idade. No momento do diagnóstico da diabetes, a hipertensão já existe em cerca de 40% dos doentes, o que sugere uma associação de mecanismos entre as duas: a obesidade e resistência à insulina levam à hipertensão e esta agrava a intolerância à glicose.

Nos diabéticos, elevação da pressão arterial máxima è mais freqüente que nos não diabéticos. È muito importante definir grupos especiais de risco que têm a ver com a presença ou não de outros fatores, como o tabaco, o excesso de peso e a inatividade física. Está provado que se conseguem reduções maiores do risco cardiovascular só deixando de fumar do que só tratando a hipertensão com drogas. Os níveis de P. A. desejáveis no diabético são inferiores ao da população em geral, 130/85 mmHg segundo as recomendações internacionais e com um máximo aceitável de 140/90 mmHg. Estas recomendações sugerem que a pressão arterial deve ser avaliada pelo menos de 3-3 meses, quando estabilizada e de forma mais freqüente (uma ou duas vezes por semana) se estiver instável. O controle deve ser feito em conjunto com o autocontrole do diabetes já que valores elevados de glicemia ou de P. A. têm impacto recíproco.

COMO OS EFEITOS DO DIABETES AFETAM OS OLHOS
Dr. Aldo Barcia

Flutuações do açúcar no sangue podem causar alterações na concentração do líquido no interior das células do cristalino, nome dado a uma lente natural localizada no interior dos olhos e causar embasamento visual temporário, principalmente se o controle da diabetes é pobre. O diabetes também pode causar catarata em pessoas jovens, ou acelerar o desenvolvimento de catarata em pessoas idosas.

A retinopatia diabética é uma das causas mais comuns de cegueira no Brasil em pessoas entre as idades de 30-65. Na população aproximadamente cerca 10% das pessoas com diabetes tem retinopatia que exigem acompanhamento médico ou tratamento. Diabetes pode afetar também outros órgãos e a severidade da lesão ocular observada na retina pode ser um indicador do aumento do risco de outras complicações da diabetes, como a doença isquêmica cardíaca, doença renal, ou neuropatia diabética (o que contribui para a impotência masculina e doença do pé diabético).

PREVENÇÃO

O bom controle dos níveis de açúcar no sangue do diabetes pode reduzir o risco de retinopatia em 60% no tipo I (insulino dependente) e 40% no tipo II (não-insulino dependente), e também irá reduzir o risco de outras complicações diabéticas.

Quando as pessoas desenvolvem retinopatia diabética, podem não apresentar nenhum tipo de sintoma na fase inicial da doença, daí a importância da avaliação precoce oftalmológica a fim de evitar estágios avançados da doença.

EXAME

Quando confirmado o diagnóstico de diabetes o paciente devera ser examinado de uma forma geral anualmente, com exames que incluem a acuidade visual, pressão ocular e o exame da retina sempre com a pupila dilatada.

PESO CORPÓREO E PRESSÃO ARTERIAL

OBS: A pressão arterial não é constante no decorrer do dia: Em repouso ou dormindo, com os músculos e os vasos relaxados, ela tende a cair. Quando fazemos esforço físico ou estamos agitados, nervosos ou submetidos a condições de estresse, tende a subir.

Existe relação direta entre peso corpóreo e pressão alta. O sobrepeso e a obesidade provocam alterações no metabolismo, que contribuem para que as terminações nervosas, responsáveis pelo controle da abertura e fechamento dos vasos (vasodilatação e vasoconstrição, respectivamente), mantenham os vasos mais contraídos.

Para vencer a resistência aumentada pela passagem do sangue, o coração é obrigado a fazer mais força. Resultado: aumento da pressão arterial. A falta de atividade física também contribui para agravar o problema.

SINTOMAS

Muitas pessoas acreditam que o aumento da pressão obrigatoriamente provoque tontura, sangramento nasal, dor de cabeça, palpitações ou pontos brilhantes que turvam a visão. Como nada sentem, passam anos sem medir a pressão.

A pressão arterial pode ficar elevada durante décadas sem que a pessoa desconfie. No dia a dia, os médicos se cansam de encontrar mulheres e homens com 18 x 12 de pressão (ou mais), que simplesmente desconhecem a condição de hipertensos.

Sintomas como dor de cabeça, pressão na nuca, sudorese excessiva, câimbras, palpitações cardíacas e micções freqüentes, geralmente atribuídos à pressão alta, na esmagadora maioria dos casos nada têm a ver com aumento da pressão arterial.

DIAGNÓSTICO

Como os sintomas da hipertensão surgem apenas nas fases avançadas da doença, quando as complicações já estão instaladas, é fundamental que odiagnóstico seja feito bem antes. A única forma de fazer o diagnóstico de hipertensão é medir a pressão arterial em períodos regulares para definir se a elevação foi uma ocorrência isolada, devido a situações específicas, ou se a doença já se instalou.

Hipertensão arterial é doença traiçoeira: em geral, só provoca sintomas em fases muito avançadas ou quando ocorre aumento abrupto e exagerado.

Quando mais cedo for diagnosticada a hipertensão, melhor o resultado do tratamento. Em crianças, o ideal é que a pressão seja medida a partir do primeiro ano de vida, nas consultas pediátricas.

« Nos adultos com pressão de até 12 x 8, basta medi-la uma vez por ano.

« Entre esse valor e 14 x 9, uma vez a cada 6 meses.

« Acima de 14 x 9, os controles devem ser muito mais freqüentes, dependendo de cada caso, porque nessa faixa a doença deve ser obrigatoriamente tratada.

O objetivo deve ser manter níveis de pressão que não ultrapassem 12 x 8, tanto em pessoas que apresentam pressão normal quanto nas que sofrem de pressão alta.

CAUSAS DA HIPERTENSÃO

O sistema circulatório dispõe de mecanismos muito sensíveis para manter constante a pressão no interior das artérias. Conhecemos esses mecanismos e as conseqüências de seus desarranjos, mas as causas responsáveis pelas alterações que levam ao aumento da pressão arterial são mais misteriosas.

Em 90 a 95% dos casos, não conseguimos descobrir a causa da hipertensão. Mas sabemos que a genes e outros fatores associados ao risco de desenvolvê-la. Alguns são evitáveis, outros não.

FATORES DE RISCO NÃO EVITÁVEIS: são inevitáveis porque nada podemos fazer para modificá-los:

1. HISTÓRICO FAMILIAR. Se um de seus pais tem hipertensão, você tem 25% de probabilidade de
desenvolvê-la no decorrer da vida. Quando pai e mãe são hipertensos, essa probabilidade sobe para 60%. Existem famílias em que a maioria dos adultos sofre de hipertensão. Nesses casos, a vigilância deve começar mais precocemente: Os cuidados preventivos devem ser adotados já na infância e as medidas da pressão, realizadas com mais freqüência.


2. IDADE. Embora a hipertensão possa instalar-se em qualquer idade, os diagnóstico costuma
ser feito ao redor dos 35 anos. Ao atingir 50 anos, metade da população sofre de pressão alta. Depois dos 70 anos, 70% da população é hipertensa.

3. GÊNERO. Entre as pessoas de meia-idade, os homens são mais propensos à hipertensão. No entanto, depois dos 55 anos – quando a maioria das mulheres já atingiu a menopausa -, a relação se inverte e a doença se torna dominante no sexo feminino. As mulheres parecem desconhecer esse fato. É comum ver senhoras que insistem com os maridos para ir ao médico e controlar a pressão, mas que deixam de tomar esses cuidados consigo mesmas.

4. ETNIA. Como já vimos, a hipertensão é mais comum em pessoas negras do que em brancas. Nas negras, a doença costuma surgir em idade mais precoce, tende a ser mais acentuada e a progredir mais rapidamente. Por razões socioeconômicas, as pessoas negras e seus descendentes costumam descobrir que sofrem de pressão alta mais tardiamente, quando as complicações já estão instaladas.

FAVORES EVITÁVEIS

1. VIDA SEDENTÁRIA. Mulheres e homens sedentários apresentam batimentos cardíacos mais acelerados para que o sangue consiga vencer a resistência das artérias, que se tornam endurecidas por falta de atividade física. Essa resistência à passagem do sangue sobrecarrega o coração e cria as condições para hipertensão instalar-se. Além disso, a vida sedentária se acha ligada à obesidade, importante causa da doença.

2. OBESIDADE. Quanto maior o acúmulo de tecido adiposo (gorduroso), maior a massa corpórea e
maiores a freqüência cardíaca e o esforço que o coração deverá executar para levar o sangue aos tecidos. Além disso, o excesso de gordura aumenta os níveis insulina no sangue o que provoca retenção de sódio e de água. O aumento do volume líquido circulante faz a pressão subir.

« A perda de peso constitui a medida não farmacológica mais eficaz no tratamento da hipertensão.

« Ela também aumenta a eficácia dos medicamentos ante-hipertensivos em indivíduos obesos ou não. Para cada quilo perdido, a pressão cai em média 0,13 a 0,16 cmHg.

Assim, uma pessoa obesa que tenha pressão 15 x 10 (portadora de hipertensão estágio 1), ao perder 10 quilos, terá a pressão diminuída para aproximadamente 13,5 x 8,5, faixa considerada limítrofe. Se perder 20 quilos, sua pressão deverá voltar ao normal.

3. SÍNDROME METABÓLICA (OU SÍNDROME X).É caracterizada por um grupo de condições associadas, que incluem: Obesidade, diabetes tipo 2, alterações nos níveis de triglicérides/colesterol, acído úrico alto, pressão arterial elevada e risco aumentado de doenças cardiovasculares.

4. FUMO. A nicotina provoca contração temporária dos vasos (vasoconstrição) e aumenta a freqüência dos batimentos cardíacos. O monóxido de carbono da fumaça se acumula no sangue e desloca o oxigênio dos glóbulos vermelhos, fazendo o coração bater com mais força para compensar a redução de oxigenação. Com o passar dos anos, substâncias tóxicas existentes no fumo lesam as paredes internas das artérias, facilitando o acúmulo de placas de gordura, que bloqueiam o fluxo sanguíneo.

5. SENSIBILIDADE AO SÓDIO. O cloreto de sódio (sal de cozinha) é indispensável ao organismo. Entretando, para cada 9 gramas de sal ingerido, o corpo retêm em média 1 litro de água. Organismos que acumulam sódio com mais facilidade retêm líquido em excesso e podem apresentar tendência a hipertensão.

« Cerca de 60% dos hipertensos apresentam sensibilidade ao sal, característica que se torna mais evidente com a idade.

« No passado, aconselhava-se que os hipertensos retirassem todo o sal da comida. Hoje, recomenda-se a diminuição da quantidade de sal nos alimentos, mas não sua supressão completa.

6. CARÊNCIA DE POTÁSSIO. O potássio é um mineral muito importante para manter em equilíbrio a quantidade de sal e água que os rins excretam. Quando a dieta é pobre em potássio, os rins não conseguem eliminar sódio com eficiência. E, como já sabemos o excesso de sódio no organismo retêm água e aumenta a pressão arterial. Para evitar queda nas taxas de potássio, os hipertensos devem ingerir alimentos ricos nesse mineral (como banana, abacate, frutas secas, manga, papaia, alcachofra, abóbora, água de coco, carnes frescas e laticínios etc.).

7. ÁLCOOL EM EXCESSO. Álcool em pequena quantidade não afeta significativamente a pressão; seu efeito relaxante pode eventualmente reduzi-la. Para os homens, 1 a 2 drinques (1 drinque = 1 taça de vinho = 1 lata de cerveja = 1 dose destilado) por dia podem ser tomados com segurança, desde que não restrições específicas. Para as mulheres, essas doses devem ser reduzidas a metade. Estudos deixam claro que o consumo diário de 3 ou mais doses praticamente dobra o risco de hipertensão. Além de aumentar a pressão, o excesso de álcool pode lesar o coração, o fígado e outros órgãos.

8. ESTRESSE. O estresse geralmente causa aumento temporário da pressão. Quando se tornam persistentes e continuados os picos hipertensivos podem lesar artérias, rins e o próprio coração.

« Procure controlar os níveis de estresse. Mudanças no estilo de vida, atividades físicas e técnicas de relaxamento são boas alternativas.


Referências Bibliográficas

- SANTOS, Eraldo. BARCIA, Aldo. Guia Sangue Bom. A Revista do ‘Hiperbético’. Rio de Janeiro: Gráfica Forup,

- VARELLA, Dráuzio. JARDIM, Carlos. Guia Prático de Saúde e Bem-Estar. Hipertensão e Diabetes. São Paulo: 1ª ed., Editora Gold Ltda, 2009.

Complicações da Hipertensão Arterial

Complicações da Hipertensão Arterial

Imagine que, por um defeito qualquer, a água de sua casa seja bombeada pelo encanamento sob alta pressão. De início, talvez você fique satisfeito (a) com o impacto da ducha ou com a força do esguicho no jardim. Mas, com o tempo, as torneiras precisarão de consertos, o filtro da cozinha ficará avariado, os canos apresentarão vazamentos e a mangueira do jardim estará em frangalhos. Gasta por tanto esforço, finalmente a bomba hidráulica começará a falhar, o fluxo diminuirá e o sistema entrará em colapso.

Essa situação não difere muito da que ocorre com o organismo. A hipertensão dilata o coração e danifica o sistema arterial. Mantida por anos e anos, causa problemas a diversas estruturas do organismo:

1. Coração

O coração é um órgão constituído por fibras musculares, encarregadas de bombear o sangue oxigenado e fazê-lo percorrer as artérias e retornar pelas veias. Quando a resistência ao fluxo da corrente sanguínea aumenta, a musculatura cardíaca é obrigada a trabalhar com mais força.

Esse excesso de trabalho muscular causa hipertrofia progressiva das paredes cardíacas, especialmente as do ventrículo esquerdo, encarregadas de impulsionar o sangue oxigenado através da aorta.

A musculatura hipertrofiada reduz o espaço disponível para as cvidades cardíacas, que se tornam menores e com dificuldades progressivas para expulsar o sangue de seu interior. Nas fases finais, a hipertrofia pode ser tão exagerada que o órgão é chamado de “coração de boi”.

Como conseqüência do funcionamento precário do coração. Há retenção de líquido nos pulmões e nos Membros inferiores, surgem falta de ar na realização de esforços, congestão e aumento das dimensões do fígado, além de inchaço nas pernas. A esse quadro damos o nome de insuficiência cardíaca.

Além de insuficiência para enfrentar adequadamente as solicitações dos esforços físicos, o aumento do coração pode acarretar alterações no ritmo dos batimentos: são as palpitações ou arritmias, que provocam falta de ar e sensação de desconforto respiratório. As arritmias cardíacas provocadas por esse mecanismo são uma das causas mais freqüentes de morte súbita.

2. Artérias

Nossas artérias são estruturas elásticas, delicadas, dotadas de uma camada muscular que se contrai (vasoconstrição) ou relaxa (vasodilatação) de acordo com as necessidades do organismo - justamente para manter constante o fluxo de sangue que chega a todos os órgãos e evitar que sejam danificados.

Quando o aumento da pressão é mantido por muitos anos, as camadas musculares que contraem ou dilatam as pequenas e as grandes artérias perdem gradativamente a elasticidade e se tornam endurecidas: é a arteriosclerose (do grego: sklérosis, endurecimento).

A pressão elevada também pode modificar as características da camada fina e delicadíssima que reveste internamente as artérias: o endotélio. Os danos ás paredes internas atraem as plaquetas do sangue para o local, com a finalidade de formar microcoágulos para repará-los.

Essas irregularidades microscópicas surgidas no endotélio facilitam o depósito de gordura e a instalação de um processo inflamatório, que levará á formação de placas de gordura e ao acúmulo de células. Mais tarde, as placas invadirão as paredes arteriais mais internas e constituirão uma barreira a passagem do sangue: é a aterosclerose.


A arteriosclerose e a aterosclerose podem ocorrer em qualquer artéria, mas a freqüência é maior (e causam complicações mais sérias) nas que irrigam coração, cérebro, rins e olhos.


Os depósitos de gordura e a perda da elasticidade afetam com mais freqüência a parte da aorta que atravessa o abdome (aorta abdominal) e as artérias das pernas. Na aorta, podem surgir dilatações chamadas aneurismas e, nas pernas, dificuldades de circulação que provoca dores ao andar.

3. Cérebro

O endurecimento das paredes arteriais e a deposição de placas de gordura em suas camadas internas podem provocar danos á circulação cerebral.

Quando ocorre obstrução ou rompimento de uma artéria do cérebro, o quadro recebe o nome de acidente vascular (AVC) ou derrame cerebral. O AVC pode ser isquêmico ou hemorrágico.


AVC isquêmico

É o mais comum e corresponde a 70 a 80% dos acidentes vasculares cerebrais. O incesante fluxo sanguíneo pelas câmaras cardíacas e através de artérias que possuem placas depositadas em suas paredes pode deslocar pequenos coágulos, capazes de navegar até obstruir artérias cerebrais de menor calibre, privando de oxigênio o tecido nervoso delas dependente.

„« Ás vezes, o suprimento sanguíneo é parcialmente interrompido por períodos curtos (24 horas ou menos). Nesse caso, o AVC é chamado de ataque isquêmico transitório (ameaça de derrame) para diferenciá-lo dos que se instalam por períodos mais prolongados.

„« Dos derrames cerebrais isquêmicos, 80% acontecem em pessoas hipertensas.


AVC Hemorrágico

Ocorre quando um vaso cerebral se rompe, provocando hemorragia que danifica o tecido nervoso. Acidentes hemorrágicos pode ser conseqüência da ruptura de aneurismas-dilatações das paredes artérias - ou de pequenas fissuras no interior das artérias.

Os sintomas dos derrames dependem da extensão e da importância da área cerebral atingida e das funções coordenadas por ela. Os mais freqüentes são: perda de movimento de um lado do corpo, dificuldade para falar, desvio dos lábios para um dos lados, desorientação espacial, tonturas e perda de consciência.

4. Rins

A cada minuto, cerca de 20% do sangue colocado em circulação pelas batidas cardíacas chega aos rins para ser filtrado. Os rins são formados por um conjunto de estruturas microscopias (chamada néfrons), encarregados de filtrar o sangue para retirar da circulação os produtos desprezados pelas células e estabelecer o equilíbrio entre a quantidade de água, ácidos e sais minerais que devem permanecer no organismo.

„« O aumento da pressão e a existência de placas nas artérias que levam sangue aos rins para ser filtrado reduzem o fluxo sanguíneo que circula pelos néfrons,
diminuindo sua capacidade de filtração e permitindo o acúmulo de substâncias tóxicas no organismo.

„« Isso acarretar a diminuição do tamanho dos rins, que perdem progressivamente a capacidade de eliminar substâncias tóxicas – quadro conhecido como insuficiência renal.

Da mesma forma, a incompetência funcional dos rins causada pela pressão alta dificulta a excreção de água e sódio nas quantidades desejáveis. A retenção aumenta o volume de líquido circulante, colaborando para elevar ainda mais a pressão arterial. Com isso, o funcionamento dos rins se torna cada vez mais precário, até comprometer irremediavelmente o processo de filtração.

Boa parte das pessoas submetidas a diálises e transplantes renais chegou a essas condições por causa de hipertensão não tratada.

5. Olhos

A retina, camada que reveste internamente a cavidade ocular, é rica em terminações nervosas essências para a captação das imagens projetadas sobre ela. É também altamente vascularizada. Iluminando-a através de pupila, é possível visualizar no fundo do olho uma rede incrível de pequenas artérias e veias tortuosas.

Nos estágios iniciais da hipertensão, essas pequenas artérias se tornam estreitas e endurecidas. Nas fases mais adiantadas, elas podem ser obstruídas ou mesmo rompidas, provocando hemorragias.

O sangramento destrói as células fotossensíveis da retina a agridem o nervo ótico, estrutura que conduz os estímulos luminosos da retina para o cérebro, causando perda progressiva da visão.



Referência Bibliográfica

- VARELLA, Dráuzio. JARDIM, Carlos. Guia Prático de Saúde e Bem-Estar. Hipertensão e Diabetes. São Paulo: 1ª ed., Editora Gold Ltda, 2009.

Sala de Musculação

Sala de Musculação: ambiente agradável e treinamento saudável

Na maioria das vezes o aluno que busca um personal em sua maior parte busca uma aceitação social. Ou seja na academia o aluno quer com seu treinamento, fazer mais amigos, ter o melhor professor, entre outros. O professor sem duvida deve busca a integração do aluno com o ambiente que faz com que ele valorize o serviço prestado.

Quando o professor entende o aluno e desenvolve um planejamento adequado para atingir a eficiência de um bom treinamento, o aluno tem que entender as necessidades de seu treinamento mas sem duvida a maior preocupação do aluno é ser aceito socialmente. O professor ou treinador deve sempre se lembrar disso para desenvolver um bom trabalho.

Faça o cliente acostumar com o ambiente de trabalho

Entende que muitas clientes se sentirão tão desambientadas com o local, quanto se estivessem numa escola só para homens. Imagine uma mulher sedentária, de meia-idade, cujos olhos ficaram tão grandes quanto um pires ao observar um jovem tatuado se esforçando violentamente e lutando com um peso de 50 kg para terminar a última repetição, comum grito triunfante, deixando os halteres caírem no chão. Tentando esconder o sentimento de estar em uma situação assustadora, a cliente se encolherá. Se você se pusesse no lugar dela, você vai entender a necessidade da ambientação do aluno.

Tenha empatia por sua aluna e tente fazer com que ela se sinta em casa, estando na academia. Apresente-a aos alunos da mesma categoria que você conhece e explique que esses sujeitos, assustadores na aparência e no ruído, são realmente inofensivos.

Há um ditado que diz: "Trate as pessoas como você gostaria de ser tratado". Neste caso o aluno não quer ser tratado como o professor, pois este oferece como produto seu serviço, e o aluno quer ser tratado não como um produto e sim como ser humano, respeitado, admirado e aceito socialmente no grupo.

Atenção em seu próprio negócio. Em direito, há um termo chamado de invasão de privacidade, definido como alguém que se intromete em uma situação sem ser convidado. Basta dizer que quase ninguém aprecia conselho não solicitado, não importa quão bom seja. Aja “naturalmente”: caminhe mordendo seus lábios, mas não diga nada. Ou seja não interfira no treino de outros alunos muito pelo contrario procure sempre falar de assuntos que rodeiam na mídia fora do treinamento com os alunos e assim valorizará seu serviço pois ele quer um amigo não uma pessoa para mandar nele.

Conclusão

O aluno quer ser aceito bem tratado e deve ser tratado com agrados para seu ego, pois como relatamos o importante é ser aceito socialmente. Porém cuidado não seja artificial pois tornando-se falso ninguém vai querer você como professor, mesmo sabendo tudo sobre condicionamento físico.

Por falar nisso também importante o professor expor sutilmente o seu valor profissional relatado a baixo, porém sem falar muito sobre eles diretamente e sim com exemplos de outros alunos bem sucedidos em seu treinamento.

O que é ter um eficiente treinamento de condicionamento físico?

- Fortalecer todos os principais grupos musculares.
- Aumentar e manter a flexibilidade.
- Evitar lesões.
- Manter-se persistente.
- Desenvolver uma forte sensação de auto-eficácia.
- Desenvolver a consciência corporal.
- Alcançar e manter a postura funcional.
- Modificar o estilo de vida do cliente com a inclusão sadia e atividades físicas diárias.
- Melhorar ou manter a saúde.

Tenha em mente seu conhecimento profissional sempre, mas lembre-se o sucesso do professor está na empatia com o aluno e o domínio do ambiente de trabalho. Seja a pessoa mais sociável na sala de musculação, faça com que seu aluno seja muito bem tratado neste ambiente e boa sorte.