domingo, 22 de agosto de 2010

Aquecimento


Aquecimento

O aquecimento é um tema muito discutido e por que não polêmico.

Em qualquer atividade física, feita para qualidade de vida, desempenho esportivo ou tarefa física o aquecimento é a preparação do corpo. Ativar a circulação, sistemas metabólicos e preparar a articulação para atividade física, seja ela para o lazer ou para uma atividade esportiva (competição) é essencial para o melhor desempenho e o caminho para atingir o resultado desejado.

O aquecimento geral trabalha o corpo como um todo, envolvendo grandes grupos musculares. O seu objetivo é aquecer o corpo para qualquer atividade: por exemplo, uma caminha ou corrida na esteira.

Já no aquecimento específico utiliza-se de movimentos próprios para uma determinada atividade física, e nele deve-se trabalhar exatamente os músculos que serão usados durante o treino. Exemplo: num treino de musculação e num exercício para perna (alongamento de membro inferior ou um agachamento sem carga ou carga bem leve - 60 % da força).

O aquecimento é uma transformação natural do corpo do repouso para uma atividade principal. Com relação ao desempenho esportivo é entendido que o aquecimento pode prevenir possíveis lesões, mas, além disso, ele traz inúmeras vantagens:

1. Retardar o cansaço no exercício aeróbico por ativar o sistema metabólico.

2. Ativar as reservas energéticas para o estimulo físico a ser exigido pela atividade.

3. Preparar as funções orgânicas para as necessidades que a atividade vai exigir fisicamente.

4. Prepara os estímulos neuromusculares para atividade a ser executada.


O aquecimento tem como objetivos principais:

- O aumento da secreção de catecolaminas – adrenalina e noradrenalina, que são hormônios produzidos pela medula renal.

- Aumento da freqüência cardíaca.

- Aumento da pressão arterial.

- Conseqüentemente, aumento do fluxo sangüíneo.

Preparação músculo - articular visando:

- Elevação da capacidade das articulações suportarem cargas.

- Maior e melhor abastecimento de oxigênio e substratos.

- Otimização dos processos neuromusculares.

Preparação psicológica objetivando:

- Melhora da disposição psíquica à performance, aumento do estado de vigília, proporcionando maior assimilação de processos cognitivos (citado por Costa, 1996).

- Os estados de superexcitação e inibição são positivamente influenciados por um aquecimento correto e intensivo (Weineck, 1991).

Cientificamente não existe um melhor tipo de aquecimento antecedendo a atividade física. Com isso fica a critério dos profissionais envolvidos na atividade a escolha do aquecimento para uma maior eficiência no rendimento da atividade. Mas seja como for, o corpo aquecido estará sempre mais preparado a executar movimentos e com isso, é fundamental conscientizar o aluno da importância da prática do aquecimento prévio, principalmente como mecanismo preventivo de lesões músculo-articulares.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010


Saiba diferenciar fadiga de contusão

Fonte: O2 por Minuto


Pequenos incômodos na hora da corrida são normais. Quando essas dores persistem, porém, pode ser indício de que algo não vai bem. Veja as dicas de especialistas e saiba diferenciar quando o incômodo é apenas fadiga e quando significa uma contusão

Depois de uma prova ou um treino forte é comum o atleta sentir dores musculares em algumas regiões do corpo. Porém, como diferenciar se esses incômodos são originários de uma simples fadiga ou de uma lesão? Dúvida frequente entre os corredores, é possível confundi-los, já que são reações do corpo logo após o exercício físico e são bem parecidos em primeira estância.

O cansaço após a corrida acontece devido ao grande esforço no exercício, que deixa o atleta incapacitado de correr durante algum tempo, impossibilitando movimentos de impacto. A dor deixada por ela, entretanto, é diferente da decorrente de uma lesão, como explica o fisiologista esportivo Raúl Santos de Oliveira.

“A lesão é subsequente de um progresso de fragilização da musculatura e de rompimentos de tendões, ligamentos, etc. Contudo, ela se consiste na predominância de dor, onde é bem notável a sua presença, não possibilitando qualquer tipo de movimento”, afirma.

Porém, mesmo que tenha uma diferença significativa entre ambos, não é possível um diagnóstico rápido para a situação, tendo que esperar horas para saber exatamente o que pode ter acontecido com o corpo.

O incômodo depois do exercício podem significar três diferentes aspectos: fadiga, micro-lesão e lesão. O primeiro ocorre por causa do excesso do exercício físico, ou até por não dormir bem ou estar com o estresse muito elevado. Esse sintoma só dura três horas, sendo que depois de passado o tempo, o cansaço é descartado.

A micro-lesão ocorre por forçar os limites na corrida, deixando o músculo mais sensível, frágil e também dolorido, tornando seus sintomas aparentes depois de cinco horas da corrida. Entretanto, Oliveira recomenda: “passar dos limites (de vez em quando) é a única forma de o atleta crescer e sentir-se bem na corrida, mesmo que tenha um pouco de dor”.

Já a lesão é digna de um tratamento mais efetivo, sendo tratada através de cirurgia, fisioterapia e antibiótico, em alguns casos. É possível o atleta ficar parado, sem correr, de sete meses a um ano.

Recomendações

É altamente recomendável que o atleta tenha orientações médicas ou de profissionais responsáveis ligados à área de educação física, e, caso sinta algum incômodo, procurar um médico rapidamente.

“Quando sentir qualquer tipo dor, pare imediatamente e tente se recompor, pois é melhor prevenir do que remediar”, alerta Levi Torres, diretor técnico do Treinamento Esportivo Sandro Performance, que ainda completa. “É importante que o atleta não corra sem fazer aquecimento, já que é preciso que tenham um corpo em perfeito estado para a prática da corrida”.

Além disso, outros fatores podem servir como prevenção, como o uso de equipamentos adequados, aquecer e alongar perfeitamente e com cuidado redobrado, hidratar-se bem e respeitar os seus limites individuais, como distância e tempo.




domingo, 15 de agosto de 2010



PERFIL PROFISSIONAL


Entenda as funções, competências e características atribuídas ao profissional de Educação Física.
O que faz

Saltar, correr, andar, nadar. Tudo isso pela boa qualidade de vida. Mas para a prática esportiva realmente saudável é preciso a orientação adequada, que cabe ao profissional de Educação Física prover. Em todos os setores é o profissional de Educação Física quem define o tipo de atividade física mais indicada para cada pessoa, orientando-a quanto à postura, intensidade e freqüência de cada exercício. A formação dos profissionais é feita em curso de graduação, seja a licenciatura ou bacharelado, que visam atender às diferentes manifestações da cultura do movimento presentes na sociedade.

O estudante é formado para intervir, profissional e academicamente, no contexto específico a partir de conhecimento de natureza técnica, científica e cultural. É preciso considerar também as características regionais e os diferentes interesses identificados com o campo de atuação profissional. Conforme a mudança curricular, o aluno deverá optar pelo trabalho educacional na escola ou nos diferentes outros espaços de atuação. Isto permite uma formação específica em diferentes áreas de atuação: para o Lazer, Esportes, Atividades Físicas e Saúde, além da licenciatura (escola).Com isso, os alunos adquirem conhecimentos gerais dos diferentes campos de atuação e depois escolhem sua área de atuação.

As disciplinas que fazem parte do currículo do Bacharel em Educação Física estão agrupadas em seis grandes áreas do conhecimento, que compreendem: conhecimento do homem e da sociedade, científico e tecnológico, do corpo humano e desenvolvimento, didático- pedagógico, técnico-funcional aplicado e sobre a cultura do movimento.

O profissional de educação física desempenha suas atividades relacionadas com a aquisição e controle do movimento. Atua sob diversas formas na expressão corporal, sistematizadas no campo educacional, do rendimento esportivo, do lazer, na reeducação motora, da reabilitação, da gestão de empreendimentos relacionados com as atividades físicas, com o esportivo e o lazer, sendo desenvolvidas através de atividades de ginásticas, esportes, lutas, danças, jogos, recreação e do ensino personalizado, entre outros.

O graduado em Educação Física está habilitado para intervir na sociedade como professor/pesquisador nos diversos níveis de ensino, desempenhar funções burocráticas (verificação de súmulas, criar tabelas de campeonato, etc.), podendo ainda prestar orientação técnica, assessoria e consultoria a órgãos e instituições públicas e privadas na educação e em equipes multidisciplinares na área da saúde e no ensino personalizado.

Competências

Considerando as atuais exigências de nossa sociedade, e as tendências do mercado, acredita-se que todas as transformações científicas e tecnológicas, que se podem imaginar para o futuro, serão acompanhadas de mudanças de padrões culturais e éticos. Desta maneira, a formação do Profissional de Educação Física e Esporte não pode ser obtida numa dimensão puramente prático-teórica ou intelectual, no que, aliás, concordam diferentes especialistas envolvidos com o processo de formação.

Melchertes Hurtado (1983), ao enunciar diferentes quesitos que devem compor o perfil do profissional de Educação Física, cita que este deve englobar requisitos básicos de sua formação profissional, os elementos constitutivos de sua personalidade, e a influência que exerce, ou que vem a exercer, sobre todos com quem venha a atuar. Portanto, um profissional de Educação Física e Esporte, atuando enquanto gestor esportivo, deve apresentar habilidades, atitudes, competências e preparos profissionais, assim traduzidos:

• Evidenciar destacada capacidade analítica e sintética, com ampla visão da realidade, e atitude crítica diante da mesma

• Ter domínio dos conceitos fundamentais e dos métodos e técnicas que lhes permitam o exercício de sua profissão de forma eficaz

• Ser um profissional com domínio de instrumental, métodos e técnicas que permitam, além do desenvolvimento de sua profissão, responder às situações concretas e gerais, com condições de liderança e comportamento ético, que se ajuste à dinâmica do processo de uma sociedade em constantes transformações

• Exercer a função de liderança de caráter democrático, inovador, criador, empreendedor, e demonstrar comportamento ético, ajustado à dinâmica do processo de uma sociedade em constante mutação

• Desenvolver atitude de pesquisa no seu campo profissional, a fim de melhor entender a realidade, e nela agir com eficácia, o que facilitará seu processo de readaptação profissional ao mundo em transformação, não se cristalizando em padrões estereotipados de comportamento.

Características

• Visão crítica sobre a ciência, não se prendendo a dogmatismos e modismos, dispondo assim de uma postura tolerante para o pensamento divergente

• Forte identificação para com a melhoria da qualidade de vida das pessoas que buscam nas diferentes formas de exercícios físicos, um aliado à sua saúde

• Afinidade com todas as manifestações do movimento humano, como as atividades corporais, as atividades de lazer ou de competição nas mais diversas modalidades esportivas.

COMO COMEÇOU A ED. FÍSICA




A História da Educação Física












Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade de lutar, fugir ou caçar para sobreviver. Assim o homem à luz da ciência executa os seus movimentos corporais mais básicos e naturais desde que se colocou de pé: corre, salta, arremessa, trepa, empurra, puxa e etc.
A Educação Física no Mundo
China
Como Educação Física as origens mais remotas da história falam de 3000 A. C. lá na China. Um certo imperador guerreiro, Hoang Ti, pensando no progresso do seu povo pregava os exercícios físicos com finalidades higiênicas e terapêuticas além do caráter guerreiro.

Índia
No começo do primeiro milênio, os exercícios físicos eram tidos como uma doutrina por causa das "leis de Manu", uma espécie de código civil, político, social e religioso. Eram indispensáveis às necessidades militares além do caráter fisiológico. Buda, atribuía aos exercícios o caminho da energia física, pureza dos sentimentos, bondade e conhecimento das ciências para a suprema felicidade do Nirvana, (no budismo, estado de ausência total de sofrimento).

O Yoga, tem suas origens na mesma época retratando os exercícios ginásticos no livro "Yajur Veda" que além de um aprofundamento da Medicina, ensinava manobras massoterápicas e técnicas de respirar.

Japão
A história do desenvolvimento das civilizações sempre esbarra na importância dada à Educação Física, quase sempre ligados aos fundamentos médicos-higiênicos, fisiológicos, morais, religiosos e guerreiros. A civilização japonesa também tem sua história ligada ao mar devido à posição geográfica além das práticas guerreiras feudais: os samurais.

Egito
Dentre os costumes egípcios estavam os exercícios Gímmicos revelados nas pinturas das paredes das tumbas.

A ginástica egípcia já valorizava o que se conhece hoje como qualidades físicas tais como: equilíbrio, força, flexibilidade e resistência. Já usavam, embora rudimentares, materiais de apoio tais como tronco de árvores, pesos e lanças.

Grécia
Sem dúvida nenhuma a civilização que marcou e desenvolveu a Educação Física foi a grega através da sua cultura. Nomes como Sócrates, Platão, Aristóteles, e Hipócrates contribuíram e muito para a Educação Física e a Pedagogia atribuindo conceitos até hoje aceitos na ligação corpo e alma através das atividades corporais e da música. "Na música a simplicidade torna a alma sábia na ginástica dá saúde ao corpo" Sócrates. É de Platão o conceito de equilíbrio entre corpo e espírito ou mente.

Os sistemas metodizados e em grupo, assim como os termos halteres, atleta, ginástica, pentatlo entre outros, são uma herança grega. As atividades sociais e físicas eram uma prática até a velhice lotando os estádios destinados a isso.

Roma
A derrota militar da Grécia para Roma, não impediu a invasão cultural grega nos romanos que combatiam a nudez da ginástica. Sendo assim, a atividade física era destinada às práticas militares. A célebre frase "Mens Sana in Corpore Sano" de Juvenal vem desse período romano.

Abraços
Fernando Pontes